

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Entre os alvos da ação estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), em uma investigação que também apura suspeitas de lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, o nome de Weverton Rocha surgiu em fases anteriores da operação. A Polícia Federal aponta que o senador teria exercido influência política em favor de pessoas investigadas no esquema. Em dezembro do ano passado, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao parlamentar, incluindo seu gabinete político e sua residência.
Na ocasião, a PF chegou a solicitar a prisão preventiva do senador, mas o pedido foi negado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo a decisão, não havia elementos suficientes que comprovassem participação direta de Weverton Rocha na organização criminosa ou no recebimento de recursos ilícitos.
Nesta nova fase, os investigadores concentram esforços para esclarecer possíveis movimentações financeiras destinadas a ocultar recursos de origem ilegal. Além dos familiares do senador, a operação também teve como alvo o advogado e empresário Willer Tomaz, citado nas investigações por movimentações financeiras consideradas atípicas.
Até o momento, Weverton Rocha nega qualquer envolvimento com o esquema. A defesa do parlamentar afirma que ele não participou das fraudes investigadas e sustenta que as medidas adotadas pela Polícia Federal serão esclarecidas ao longo do processo. As investigações seguem em andamento sob supervisão do Supremo Tribunal Federal
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