
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo (9) que o país não pretende retirar suas tropas da Faixa de Gaza enquanto o Hamas não estiver completamente desarmado. A declaração representa uma rejeição à atual proposta apresentada pelos Estados Unidos para avançar na próxima etapa do acordo de paz para o território.
O plano, elaborado com participação da administração do presidente Donald Trump, prevê o desarmamento do Hamas, a retirada progressiva das forças israelenses e a criação de uma estrutura de segurança e administração para Gaza.
Segundo Netanyahu, porém, Israel não aceitará uma retirada militar antes de ter garantias de que o grupo palestino não possui mais capacidade de atuação armada. O primeiro-ministro defendeu que o desarmamento seja efetivamente concluído antes de qualquer recuo das tropas.
A posição israelense cria um novo obstáculo para a implementação da segunda fase do acordo. O Hamas, por outro lado, vem pressionando os Estados Unidos para que Israel avance com a retirada das tropas e interrompa as operações militares no território.
O impasse ocorre em meio a esforços diplomáticos para colocar em prática um acordo que prevê mudanças na administração e na segurança da Faixa de Gaza. A proposta também contempla a participação de uma força internacional de estabilização e de uma nova estrutura policial palestina.
Enquanto as negociações continuam, a divergência entre Israel e os Estados Unidos aumenta a incerteza sobre os próximos passos do processo de paz. A principal questão permanece sendo a sequência das medidas: o Hamas defende o avanço simultâneo das etapas, enquanto o governo israelense exige o desarmamento completo do grupo antes da retirada militar.
A decisão de Netanyahu também ocorre em um cenário de forte pressão política interna em Israel, com setores da direita defendendo uma postura mais rígida em relação ao Hamas e se opondo a uma retirada das forças israelenses de Gaza sem garantias de segurança.
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